Capítulo 7 - Flagrada
O estranho é que ele estava com o uniforme da escola quando o vi. E ele some assim, do nada, logo no primeiro dia? Acho que a cara dele de mau aluno prevalecia na personalidade. Infelizmente. Enfim eu estava saindo pelos portões do colégio, no final de um longo dia cansativo, porém produtivo e Sam veio correndo até mim, com seu sorriso ainda no rosto. Como ele conseguia? Acho que no fim do dia o maxilar dele estaria caído...
- Hey, vai com calma!
- Mais lento que isso impossível Sam. - Eu dei um sorriso pra ele (mas não aquele de cair o maxilar...)
- Tá indo pra casa né?
- Eu tinha que passar em alguns lugares, mas desisti. Tenho dever e o Ethan ainda vai pra lá. Eu deixo pra amanhã.
- Afinal o que vocês dois estão tendo, hein?
- Partimos para a zona da amizade, então o sr. e a srta. cabelos encaracolados podem parar de enxer, ok? - Dei risada.
- Uau, então nós podemos pedir comida chinesa hoje à noite e assistir algum programa culinário?
- Bom... - Ele me olhou com uma cara meio decepcionada. - É brincadeia, claro que podemos. O que eu faço com o E.?
- Está vendo! vocês já estão até íntimos.
- Há! Claro que estamos!
- Eu não sei, bate nele com uma panela e enterra ele vivo no seu quintal.
- Sam! É sério, então ele vai ficar do nosso lado no sofá enquan...
- OK! Eu arrumo um encontro pra ele com uma menina da minha aula de filosofia. Ele vai ter um tempo pra pensar. Muito tempo pra pensar, aquela menina não cala a boca. - Eu realmente ri da sua colocação - Eu vou pra lá às 20hrs, okay?
- Tudo certo então. Eu peço a comida - Levantei um dos meus braços num ânimo exagerado enquanto ele ria.
Nos despedimos e ele seguiu seu caminho, enquanto eu trilhava o meu até minha casa. Sempre gostei desa vizinhança, era calma e quase nunca ocorria assaltos. Era bem tranquilo e eu gostava de lugares assim. Tudo bem que eu gostaria de morar no meio de uma floresta, perto de uma cachoeira e sem nenhum humano do lado, mas aqui era bom. Alcancei minha chave na mochila e coloquei na fechadura. No mesmo instante senti um vento extremamente gelado passar por mim, o que não é muito comum no verão daqui. Eu não sei o que foi aquilo, mas abri a porta e entrei, jogando minha mochila pra um lado qualquer do lado do sofá de couro que eu tanto amava. Fui direto para a cozinha beber um copo de suco de laranja gelado, eu não entendia como alguém não podia gostar daquilo, é a coisa mais deliciosa do mundo! Ouvi alguns miados vindos do chão e encontrei nosso novo membro da família escalando minha calça.
- Hey amigão! Como você está? Passou o dia bem? Você comeu? - Toda vez que eu falava alguma coisa ele retribuia com miados incessantes. Fui até o armário para pegar a ração e despejei na tijela no chão, colocando ele do lado. Depois fui até o banheiro tomar meu banho. Meu doce e relaxante banho para melhorar meu dia.
Realmente meu quarto estava uma bagunça! Tinham roupas jogadas por todo o canto e quase não havia lugar para sentar. Nem na cama, o que era um desastre, estava tudo poluído. Sem falar das latinhas de refrigerantes espalhadas até debaixo da cama... Eu deveria limpar tudo isso, não é? Eu acho que sim. Mas primeiro meu banho, tinha que despertar para fazer alguma coisa, a preguiça dominara totalmente meu corpo e espírito. Chutei uns sapatos pro lado e fui até meu banheiro, tirando minha camiseta e as botas, depois a calça e as roupas debaixo, entrei no chuveiro e liguei. Eu amava essa sensação da água caindo por todo o meu corpo, relaxando todos os meus músculos e me fazendo sentir viva outra vez... Amarrei meu cabelo num coque e deitei na banheira, fechando os olhos e colocando as mãos nas beiradas.
Comecei a pensar como sempre faço nos banhos... Pensei nos movimentos do balé, de como a professora estava me ensinando alguns saltos mais elaborados... Depois pensei no BD. Por que será que ele tinha ido embora hoje? Eu até fiquei curiosa para saber o livro que ele lia. Ainda tinha que saber o nome dele. Era muito mistério e muita desaparição para saber as coisas ao certo, eu tinha que encontrá-lo em algum lugar e com tempo. Quem sabe eu até passe na Pet Shop de novo.
E então meus pensamentos foram parar no Ethan. Droga Ethan, sai da minha cabeça! Eu tinha gostado de acordar nos braços dele, a sensação de sentir aqueles braços e aquele peito largo... e quando nos beijamos, foi tão... quente, bom, delicioso... passei uma das mãos no meu pescoço. Minha respiração estava se acelerando, desci minha mão até meus seios, apertando um deles e depois juntando minha outra mão... desci ainda mais, passando pela minha barriga e indo até embaixo. Abri minhas coxas e toquei aquela região, soltando um gemido abafado. Foi quando ouvi três batidas na porta do banheiro. Virei meu rosto e abri meus olhos rapidamente. Droga Kat, droga. Ethan estava parado na porta, apoiando com um ombro no batente, de braços cruzados e as pernas do mesmo modo, olhando pra mim com uma expressão neutra, mas um olhar extremamente profundo. Ele me olhou de cima à baixo descaradamente. Até eu cair na realidade.
- Ethan fecha essa porta! - A essa altura todo o sangue do meu corpo devia ter subido para o meu rosto. Eu juro que vi um minúsculo sorriso surgir no canto dos lábios dele, um momento antes de ele sair e fechar a porta. Prendi minha respiração e me afundei na banheira. Dali eu não saia mais.
- Hey, vai com calma!
- Mais lento que isso impossível Sam. - Eu dei um sorriso pra ele (mas não aquele de cair o maxilar...)
- Tá indo pra casa né?
- Eu tinha que passar em alguns lugares, mas desisti. Tenho dever e o Ethan ainda vai pra lá. Eu deixo pra amanhã.
- Afinal o que vocês dois estão tendo, hein?
- Partimos para a zona da amizade, então o sr. e a srta. cabelos encaracolados podem parar de enxer, ok? - Dei risada.
- Uau, então nós podemos pedir comida chinesa hoje à noite e assistir algum programa culinário?
- Bom... - Ele me olhou com uma cara meio decepcionada. - É brincadeia, claro que podemos. O que eu faço com o E.?
- Está vendo! vocês já estão até íntimos.
- Há! Claro que estamos!
- Eu não sei, bate nele com uma panela e enterra ele vivo no seu quintal.
- Sam! É sério, então ele vai ficar do nosso lado no sofá enquan...
- OK! Eu arrumo um encontro pra ele com uma menina da minha aula de filosofia. Ele vai ter um tempo pra pensar. Muito tempo pra pensar, aquela menina não cala a boca. - Eu realmente ri da sua colocação - Eu vou pra lá às 20hrs, okay?
- Tudo certo então. Eu peço a comida - Levantei um dos meus braços num ânimo exagerado enquanto ele ria.
Nos despedimos e ele seguiu seu caminho, enquanto eu trilhava o meu até minha casa. Sempre gostei desa vizinhança, era calma e quase nunca ocorria assaltos. Era bem tranquilo e eu gostava de lugares assim. Tudo bem que eu gostaria de morar no meio de uma floresta, perto de uma cachoeira e sem nenhum humano do lado, mas aqui era bom. Alcancei minha chave na mochila e coloquei na fechadura. No mesmo instante senti um vento extremamente gelado passar por mim, o que não é muito comum no verão daqui. Eu não sei o que foi aquilo, mas abri a porta e entrei, jogando minha mochila pra um lado qualquer do lado do sofá de couro que eu tanto amava. Fui direto para a cozinha beber um copo de suco de laranja gelado, eu não entendia como alguém não podia gostar daquilo, é a coisa mais deliciosa do mundo! Ouvi alguns miados vindos do chão e encontrei nosso novo membro da família escalando minha calça.
- Hey amigão! Como você está? Passou o dia bem? Você comeu? - Toda vez que eu falava alguma coisa ele retribuia com miados incessantes. Fui até o armário para pegar a ração e despejei na tijela no chão, colocando ele do lado. Depois fui até o banheiro tomar meu banho. Meu doce e relaxante banho para melhorar meu dia.
Realmente meu quarto estava uma bagunça! Tinham roupas jogadas por todo o canto e quase não havia lugar para sentar. Nem na cama, o que era um desastre, estava tudo poluído. Sem falar das latinhas de refrigerantes espalhadas até debaixo da cama... Eu deveria limpar tudo isso, não é? Eu acho que sim. Mas primeiro meu banho, tinha que despertar para fazer alguma coisa, a preguiça dominara totalmente meu corpo e espírito. Chutei uns sapatos pro lado e fui até meu banheiro, tirando minha camiseta e as botas, depois a calça e as roupas debaixo, entrei no chuveiro e liguei. Eu amava essa sensação da água caindo por todo o meu corpo, relaxando todos os meus músculos e me fazendo sentir viva outra vez... Amarrei meu cabelo num coque e deitei na banheira, fechando os olhos e colocando as mãos nas beiradas.
Comecei a pensar como sempre faço nos banhos... Pensei nos movimentos do balé, de como a professora estava me ensinando alguns saltos mais elaborados... Depois pensei no BD. Por que será que ele tinha ido embora hoje? Eu até fiquei curiosa para saber o livro que ele lia. Ainda tinha que saber o nome dele. Era muito mistério e muita desaparição para saber as coisas ao certo, eu tinha que encontrá-lo em algum lugar e com tempo. Quem sabe eu até passe na Pet Shop de novo.
E então meus pensamentos foram parar no Ethan. Droga Ethan, sai da minha cabeça! Eu tinha gostado de acordar nos braços dele, a sensação de sentir aqueles braços e aquele peito largo... e quando nos beijamos, foi tão... quente, bom, delicioso... passei uma das mãos no meu pescoço. Minha respiração estava se acelerando, desci minha mão até meus seios, apertando um deles e depois juntando minha outra mão... desci ainda mais, passando pela minha barriga e indo até embaixo. Abri minhas coxas e toquei aquela região, soltando um gemido abafado. Foi quando ouvi três batidas na porta do banheiro. Virei meu rosto e abri meus olhos rapidamente. Droga Kat, droga. Ethan estava parado na porta, apoiando com um ombro no batente, de braços cruzados e as pernas do mesmo modo, olhando pra mim com uma expressão neutra, mas um olhar extremamente profundo. Ele me olhou de cima à baixo descaradamente. Até eu cair na realidade.
- Ethan fecha essa porta! - A essa altura todo o sangue do meu corpo devia ter subido para o meu rosto. Eu juro que vi um minúsculo sorriso surgir no canto dos lábios dele, um momento antes de ele sair e fechar a porta. Prendi minha respiração e me afundei na banheira. Dali eu não saia mais.
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