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De volta ao lar - Poema

É uma história diferente Nada mais se passa na mesma cidade As pessoas que via, se foram Ninguém mais se importa em olhar pro lado As estrelas não são mais as mesmas Não se vê mais a pequena árvore que sentávamos, no caminho de volta pra casa Não tenho mais seus olhos verdes que refletiam minha felicidade É tudo escuro, nada mais tem cor. Nada mais tem a mesma cor. A cidade que vejo quando sento no capô do carro, é obscura E ao meu lado, há somente uma alma desconhecida Meu lar, é ocupado por vagos lances de lembranças Meu quarto, antes com as cores mais lindas do arco-íris, tornou-se da cor da parede de um apartamento abandonado. De um jeito ou de outro, tive que fazer isso Num outro caso, não saberia do que sei agora Mas peço a liberdade que tinha antes O que aprendi, levarei para sempre O carro não parece longe da minha visão Corro até a garagem E a chave eu viro, vendo de novo, todas a mesmas coisas... Agora poderei ver novamente as estrelas As mesmas que ...

Capítulo 3 - Cedendo

   Bem, já que eu vou ficar sozinha em casa, eu tenho que pensar em algo para fazer... Como uma festa... Não, Ethan, Sam e Jô são meus únicos amigos. Ok, entendi, não vou fazer nada de interessante, assim como todos as outras pessoas "normais" da escola. Bom, vamos limpar essa bagunça. Me levanto e vou até a cozinha, com um pé, pulando. Dá uma vontade de rir, devo ter algum problema... Acho que tinha um pano por aqui... Veremos, ah sim, em cima da pia. Ok, falta a vassoura. Lá fora, legal. Vou pulando, tomando cuidado pra não ferrar o outro pé também nos caquinhos de vidro. Abro a porta, em chave, estava aberta ainda. Vou até a parte da frente e viro, num corredor que tem, na lateral da casa. Vai até um portãozinho que leva aos fundos. A vassoura estava perto do balcão que meu pai usava para dar churrasco em casa... Pego ela e entro em casa novamente, vou afastando todos os caquinhos para ao lado da porta da frente. Depois pego o pano e um saquinho e coloco todos lá dentro, p...

Capítulo 2 - Estranho

   Tenho que terminar de me arrumar. Pensei, enfim saindo de meu transe sem sentido depois que ele saiu. Me virei para o espelho e dei uma boa olhada em mim. Cabelos molhados, soltos com leves ondulações nas pontas. Meu cabelo é avermelhado. Em cima um vermelho mais leve e descendo, a cor escurece. Eu tenho uma pequena fissuração por vermelho... Desviando meu olhar para minha camisa branca, vejo que não abotoei os quatro últimos botões, na pressa. Merda, eu sempre sou desajeitada assim? Não quero ir com essa camisa, mas tenho que me apressar um pouco, então deixo e fecho dois botões, deixando os outros dois, formando com um leve decote. Certo. Pego uma escova de cabelo em cima da penteadeira e escovo meu cabelo até um pouco antes das pontas, não querendo acabar com o ondulado. Depois, com os dedos, vou dando forma aos ondulados, formando pequenos cachos. Falta a maquiagem.    Não querendo nada exagerado, arrumo as sobrancelhas e passo um rímel preto nos cílios. Cad...

Capítulo 1

    Luz. Ah, tinha que ser agora? Quanto tempo eu dormi depois da revira volta de madrugada? Duas, três horas? Estou com sono ainda. - Pai, está muito cedo... - São cinco e meia. Hora exata para a senhorita levantar e tempo suficiente para se arrumar e ir pra escola. Balbuciei algo e coloquei o travesseiro em cima da minha cabeça. Meu pai saiu do quarto e eu olhei para o relógio no criado mudo. 5h31. Droga.     Levantei, me espreguicei e estiquei os músculos do pescoço, das costas, das pernas... Enfim, todos. Levantei e calcei as pantufinhas vermelhas. Esfregando os olhos, sai do quarto caminhando até o banheiro, lá embaixo. Tem muitos degraus... Argh... Abri a porta do banheiro, entrei e fechei de novo. Abri a torneira. Ahh, água gelada... Lavei o rosto pra acordar. Tirei o pijama e me enfiei na ducha deliciosa. Não estou afim de um banho de banheira, só uma ducha está bom hoje... Depois de 15 minutos de baixo da água, fecho o chuveiro e saio do box. Pe...

Madrugada agitada

    Estou dentro de um quarto? O que é isso? Tá tudo rodando... Não consigo... não consigo acor....  Pisco, sinto meus olhos pesados, o suor dominando meu corpo. Abro completamente os olhos, olho o teto... Está tudo girando e minha cabeça dói. Quero voltar a dormir, mas não quero sufocar com meu sonho de novo. Fecho os olhos e ponho as mãos em meu rosto, tapando meus olhos, nariz e boca. Não vou conseguir dormir novamente, meu sono passou. Abro os olhos e devagar vou me levantando. Sento na beirada da cama e coloco os pés na minha pantufinha vermelha em cima do tapete. Tenho que achar meu celular, está tudo escuro ainda e não quero acordar meus pais com as luzes pela casa. Tateio o criado mudo ao lado da minha cama, tenho que achar o... Ah, encontrei. Droga! Esqueci de carregar de novo... Sem bateria. Não vou acordar meus pais por causa das minhas manias de acordar no meio da madrugada. Levanto da cama e vou até a porta, abro e, tateando as paredes vou até a escada, desc...